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Fev 14

DAVID EBERSHOFF: Comecemos por Jun Do, o teu protagonista. Das mil e uma decisões criativas que fizeste quando estavas a escrever este livro, ele foi provavelmente a mais importante. Uma coisa é pensar na Coreia do Norte como tema de um romance, mas claro que países e estruturas políticas nunca são realmente temas de boa ficção — as pessoas são. Como escolheste Jun Do como teu guia — e nosso — através deste mundo de pesadelo?

ADAM JOHNSON: Há muita coisa escrita acerca dos aspetos políticos, militares e económicos da RDPC, mas foi sempre a dimensão pessoal que me interessou. Perguntava-me como é que as famílias se acomodavam sob uma tal repressão e como é que as pessoas mantinham a sua identidade contra a maré da propaganda, e se os amantes partilhavam, apesar dos perigos, os seus pensamentos íntimos. Assim, desde o início, o meu objetivo neste livro era criar uma (...)

publicado por saidaemergencia às 11:49

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