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Out 12

Confesso a minha enorme admiração por Amália Rodrigues. Não apenas pela sua poderosa e divina voz, como também por ter levado o nome de Portugal aos quatros cantos do mundo, sendo, ainda hoje, e arrisco por muitos mais anos, um dos símbolos lusitanos além fronteiras, um dos poucos portugueses reconhecidos e admirados fora do nosso país.

Cresci com os seus fados que, invariavelmente, o meu pai punha a tocar aos domingos e, tal elevada dose, criou o gosto e admiração, até porque era comum ouvir que agora estava em Paris, depois no Japão, de seguida no Canadá e isso, lugares tão longínquos para mim na altura, dava-lhe uma áurea de heroína transportadora da alma lusa para esses locais distantes.

Curioso igualmente constatar que Amália foi das poucas figuras prontamente reconhecidas em vida. Ou seja, muitas das nossas personalidades são apenas reconhecidas e admiradas ou, perto do fim das suas vidas, ou então após a sua morte, algumas até bem depois da sua morte. Mas Amália Rodrigues não. Desde muito cedo foi reconhecida e até ao fim da sua vida, não (...)

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publicado por saidaemergencia às 11:44

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