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Out 12

Este é o 3º livro que leio do autor Ray Bradbury e a qualidade continua presente. Este é um livro fantástico, e no entanto, não será para qualquer leitor.

Com uma escrita rica, quase poética, Bradbury hipnotiza-nos com uma narrativa cheia de significados. Este é talvez o grande trunfo deste livro: a forma como Bradbury escreve. Diferente em muitos aspectos da escrita de outros livros seus, aqui cada frase pode apresentar vários significados, com as mais diversas palavras a serem aquilo que o leitor deseja ler.
Os mais jovens conseguirão imaginar toda a fantasia, toda a magia desta feira do Senhor Dark, enquanto os adultos poderão perceber melhor o significado da luta que este livro é.
E que significados são esses? Eu senti o medo e as inseguranças das personagens, a incerteza e a necessidade de criar algo que perdure, a busca sobre quem realmente somos, a necessidade do jovem rapaz em descobrir algo. Outros, certamente, conseguirão ver estas personagens de forma que a mim me escaparam. 

A história mostra-nos Will e Jim, dois rapazes inseparáveis, e ainda mais importante, dois extremos que se unem e completam. Um impulsivo, outro não. Um ambicioso e sonhador, o outro não... Um atento, o outro não. Numa noite a feira chega. Senhor Dark mostrará aos rapazes, tal como Bradbury nos mostra a nós, as maravilhas e os truques que hipnotizaram gerações, e como se de um próprio truque de ilusionismo, o leitor vê-se embrenhado num mundo de esplendor gráfico e onde (...)

Para seguir no blogue Ler y Criticar.

publicado por saidaemergencia às 09:08

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