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Jul 10

O autor Michael Moorcock é uma das lendas do género da literatura fantástica, uma presença omnipresente que se estende numa carreira multifacetada de mais de 50 anos. É famoso pela criação de Elric de Melniboné, mas é também conhecido como o editor de uma das revistas mais revolucionárias do seu tempo, a New Worlds. É difícil condensar em poucas palavras o estatuto e vital contributo deste autor para o fantástico,  um homem que não hesitou em fazer o que gostava, mesmo remando contra as correntes do seu tempo, quebrando barreiras de género.

 

A SdE publicou de Michael Moorcock no ano de 2007 uma das suas mais famosas e controversas obras, Eis o Homem, sobre um homem que viaja no tempo à época de Jesus Cristo, sendo o leitor confrontado com algumas revelações chocantes. Mas antes a editora começou com a publicação da saga de Elric, o príncipe de Melniboné, estando à data publicados três livros, O Príncipe dos Dragões, A Fortaleza de Pérola e Os Mares do Destino. Em 2009, numa demonstração da versatilidade deste autor, publicámos O Senhor da Guerra dos Céus, ficção científica à mistura com história alternativa com um cheirinho de viagens no tempo e steampunk.

 

Nunca foi um grande sucesso de vendas, mesmo apesar do seu estatuto como grande escritor em alguns países da Europa e nos EUA, mas é um autor que merece determinação e divulgação da parte da sua editora. Recentemente, Michael Moorcock foi entrevistado pelo designer Pedro Marques do blogue Montag. Os interesses do Pedro Marques vão naturalmente de encontro à vertente visual e artística que permeia a carreira de Moorcock, tendo o autor convivido com grandes personalidades do seu tempo. A sua amizade com J. G. Ballard é também focada, bem como as associações da arte com os seus livros, música e a revista New Worlds.

 

É uma fascinante janela ao mundo de Moorcock que nos permite aceder às suas memórias de outros tempos, porventura, mais interessantes e criativos e, por isso, de leitura absolutamente recomendável.

 

1ª parte da entrevista a Michael Moorcock

 

2ª parte da entrevista a Michael Moorcock

 

I had some great French covers, too.  I remember going to the opening of the Heavy Metal movie in Paris and sitting there with Moebius and others.  We were astonished that so much of our work had been ripped off.

 

Jimmy [J. G. Ballard] was a bully and I spent most of my time with him telling him what I intended to do.  He had absolutely no input into the magazine (and sulked about it!) and I had no intention of doing quasi-Art Nouveau, except for ironic purposes occasionally.  We resisted him (much as we were close friends) as well as the ‘underground’ artists.

 

I remember an argument with Jimmy [J. G. Ballard] who wanted me to run Dali and I didn’t want to run Dali etc, because I thought them over-used by that time.  I think it was generational.  The surrealists meant more to Jimmy but I felt they’d been on the covers of every American magazine since the 1930s.  That ten years difference gave us different tastes.

 


publicado por saidaemergencia às 12:32

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