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Mai 12



Finalmente li As Serviçais; já o tinha há mais de um ano na estante à espera, mas outros livros passavam-lhe à frente. Excelente leitura, valeu bem a pena a espera.

O cenário é Jackson, Mississippi, onde, na década de 60, ainda não chegou a modernidade. Quer dizer, o vestuário, os penteados e a maquilhagem em voga são seguidos e copiados, mas os direitos humanos ficaram pelo caminho. Em Jackson, ser negro é ser menos que ser branco, é não ter voz; caso alguém discorde do curso "natural" das coisas, não há quem hesite em recorrer à violência, saldando-se casas incendiadas, membros partidos e até homicídios. Os activistas que ali vivem, independentemente da cor da pele, são compreensivelmente discretos e em número reduzido.

Ao longo das 400 e muitas páginas, temos 3 narradoras: as criadas Minny e Aibeleen e a aspirante a escritora Skeeter. Juntas decidem tentar mudar mentalidades, contando o outro lado da história: o lado dos oprimidos. Skeeter tem noção que o seu valor como ser humano se deve à educação que recebeu da criada da família, Constantine. Aibee e Minny pertencem a gerações distintas mas são as melhores amigas e amparam-se em tudo, servindo senhoras diferentes.

«A Minny é praticamente a melhor cozinheira de Hinds County, talvez de todo o Mississípi. A festa de beneficência da Liga Júnior é todos os outonos e pedem-lhe que faça (...)

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publicado por saidaemergencia às 12:20

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