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Jun 10

 

Erich Maria Remarque nasceu a 22 de Junho de 1898 para se tornar num dos mais importantes escritores do séc. XX. Banido pelos nazis por ser alegadamente descendente de judeus franceses, viu os seus livros serem atirados para a fogueira e foi exilado em 1933, acusado de fazer propaganda contra o nacionalismo alemão. Remarque viu, ainda assim, o seu trabalho reconhecido ao mais alto nível da literatura e chegou mesmo a ser um dos grandes candidatos ao Nobel na sua época.

Remarque é um escritor de sempre porque o que escreveu é intemporal e já foi eternizado pelos seus leitores. Este é um nome que vai figurar para sempre nas bibliotecas das nossas casas. Estas são as obras que nos mudam a vida e que vão ensinar várias gerações a olhar de forma diferente para si próprias.

Há tempos perguntaram-me se ainda seria tempo de se publicar um autor que escreveu sobre a Primeira Guerra Mundial e sobre a Segunda. Se esses eram assuntos que ainda tinham lugar nos escaparates das livrarias.

Respondi, perguntando-me se teríamos lido os mesmos livros. Se não eram os livros de Remarque sobre o Homem, acima de tudo? O que importava que o cenário fosse a Guerra? Não lemos também romances sobre a época dos Romanos, Egípcios, Gregos, Descobrimentos, Pré-história, Revolução Industrial, Idade Média… sobre o Futuro, sobre mundos paralelos, ou romances sem tempo ou lugar?

Que importa que sejam da primeira Guerra ou do Holocausto se é o Homem como ser humano, que se retrata nestes livros? Pouquíssimos escritores conseguem retratar tão bem os nossos receios, as nossas forças e fraquezas, os nossos instintos de sobrevivência, a nossa dor de viver. Ainda menos são aqueles que conseguem ser credíveis ao mostrar a nossa capacidade de praticar os actos mais cruéis e em seguida sacrificar a vida por amor.

Só um grande escritor consegue transmitir o que quer e ao fazê-lo, aparentar não despender qualquer esforço. Erich Maria Remarque escreve de uma forma tão “natural” que parece fazê-lo sem pensar, sem rodeios, sem nos querer iludir para conseguir provocar sensações.

Aquilo que sentimos ao ler a sua obra, é que ela é tão densa que se torna palpável. Os personagens nascem, crescem e duram para sempre na nossa cabeça. Queremos encontrá-los e fazer mil e uma perguntas. Queremos apertar-lhes a mão e dizer o quanto os admiramos. O quão fortes eles são. O quanto merecem encontrar repouso. Acho que o que quero dizer, é que tenho uma enorme vontade de salvar as personagens de Remarque.

Erich Maria Remarque era dono de uma escrita magistral e tinha um profundo conhecimento da alma humana. Talvez seja fruto da sua experiência e do período agitado em que viveu. Ele ficará para sempre na história da literatura. Em Portugal e em todo o Mundo.

Uma Noite em Lisboa é um pedaço de tudo isso. E a chancela Camões & Companhia tem a honra de poder dizer que continuará a publicar a obra deste grande autor. Esta obra estará nas bancas a 9 de Julho.

 

António VP [editor]

 

publicado por saidaemergencia às 11:45

3 comentários:
Este é um romance poderoso e quase visceral, sobre a Alemanha Nazi e o Coração de um Homem! Li este livro há uns anos atrás , e muito embora o enredo já se me escape, ficou-me a "marca" da sua leitura.
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Este é um romance poderoso e quase visceral, sobre a Alemanha Nazi e o Coração de um Homem! Li este livro há uns anos atrás , e muito embora o enredo já se me escape, ficou-me a "marca" da sua leitura. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Parabens</A> à SdE , e ao Editor, por "resgatar" este Escritor. Porque se há escritores que estão para lá "dos tempos" ou das "modas" Erich Maria Remarque é, indubitavelmente, um desses escritores, e que bem merece uma geração "nova" de leitores.
j. a 15 de Junho de 2010 às 12:42

Este é um romance poderoso e quase visceral, sobre a Alemanha Nazi e o Coração de um Homem!
Li este livro há uns anos atrás, e muito embora o enredo já se me escape, ficou-me a "marca" da sua leitura.
Parabêns à SdE, e ao Editor, por "resgatar" este Escritor.
Porque se há escritores que estão para lá do "tempo" ou das "modas", Erich Maria Remarque é, indubitávelmente, um desses escritores, e que bem merece uma geração "nova" de leitores.
Anónimo a 15 de Junho de 2010 às 13:01

A verdadeira arte é atemporal, ou seja, suplanta o tempo. Passa inculume pelos modismos, faz com que depois de tanto tempo ainda estejamos falando nela.
Ernani Maller a 26 de Janeiro de 2011 às 05:09

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