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Mar 12

 

Ao longo do último ano, a tranquilidade instalou-se em Krondor. Mas no dia em que Arutha apresenta ao povo os seus herdeiros surge também o primeiro sinal de que o inimigo poderá estar de volta. Novas tentativas de assassinar o príncipe e o ressurgir dos Noitibós são apenas parte dos sinais que indicam que Murmandamus prepara uma nova ofensiva. E, enquanto Arutha se encaminha, da melhor forma possível, para o que sabe que será o confronto final, cabe a Pug, o mago, encontrar o feiticeiro que detém todas as respostas, procurando uma forma de deter um Inimigo que é ainda imensamente superior ao que todos julgam enfrentar.
Tal como já acontecera no volume anterior, um dos aspectos mais interessantes deste livro é a forma como a narrativa evolui de um ponto inicial quase leve, partindo de um tom bastante descontraído e com um toque de humor, para avançar para algo de mais sério e mais sombrio, mas que é ainda assim, bastante pessoal (na medida em que diz respeito, no início, às decisões e ao caminho de Arutha), expandindo-se depois para uma situação que pode afectar os rumos de toda Midkemia e que, por isso, envolve todas as suas principais figuras. Constrói-se, assim, uma assimilação progressiva dos acontecimentos, primeiro no que toca à situação de Arutha e à profecia que o lida a Murmandamus (e que é a fonte de muitos dos seus problemas), depois evoluindo para uma visão mais vasta, com grandes batalhas, muita magia e uma série de revelações que culminam num final muito bem conseguido.
Muitas das principais personagens deste livro são já familiares, não havendo tanto desenvolvimento a nível da sua caracterização pessoal. São os acontecimentos, e não os que os protagonizam, o grande foco deste último volume. Ainda assim, há (...)


Para seguir no blogue As Leituras do Corvo.

publicado por saidaemergencia às 14:35

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