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Mar 12


Depois dos eventos vividos em Fragmento de Cristal (ler crítica), o leitor acompanha a jornada de um grupo com raças distintas: Drizzt é um elfo negro que sofre com a discriminação do povo do mundo à superfície, Wulgar, um jovem humano bárbaro que procura as suas origens, Bruenor Battlehammer, um anão que procura a terra natal do seu clã, Mithrall Hall, e Regis, um halfling que foi obrigado a juntar-se ao grupo, dono do dom da palavra. O que este grupo não sabe (ou pelo menos todos os seus elementos), é que está a ser perseguido por um temível e implacável assassino que procura vingança e reaver um objeto.

O leitor acompanha esta jornada, que se apresenta mais cativante do que os acontecimentos descritos no livro anterior. Apesar de as personagens manterem as suas personalidades estereotipadas e previsíveis, a verdade é que a trama apresenta uma evolução mais agradável e emocionante para o leitor. Os vilões, Ártemis Entrei e dragão negro vêm fornecer uma outra força à narrativa, pois parecem ter objetivos mais concretos e formas de atuação mais eficazes.

Drizzt continua a ser a personagem de destaque. Depois de termos ficado a conhecer a sua história e as dificuldades que o drow teve para construir amizades na superfície, o autor apresenta um elfo cansado de provar o seu valor aos outros e perto de perder a esperança de ser considerado um igual neste novo mundo, chegando a ponderar a hipótese de regressar ao submundo, de onde fugiu. Este desenvolvimento aumenta a empatia com o leitor, que o considera mais humano do que muitas das personagens que vão surgindo ao longo da narrativa.

A linguagem utilizada mantém as características do volume anterior: simples, directa e fácil de entender. As descrições são pobres, uma vez que o autor centra a (...)


Para seguir no blogue Bela Lugosi is Dead.

publicado por saidaemergencia às 17:00

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