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Fev 12

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Ler as primeiras páginas deste livro não foi uma tarefa fácil, e por dois motivos. O primeiro é porque o comecei a ler no dia seguinte a acabar O Mago - As Trevas de Sethanon. Grande erro! Percebendo de imediato que depois de ler a obra-prima de Feist qualquer outro livro não teria o mesmo impacto, decidi esperar uns dias e não ler nada.

Voltando ao livro dias depois, o segundo problema é entrarmos neste mundo e ele nos ser dado como se sempre o conhecêssemos. Uma experiência parecida com Duna. A complexidade do mundo de Bishop é, na minha opinião, notável. Não sendo fácil de o percebermos de imediato, ao fim de algum tempo começamos a interiorizar o que rege este mundo, o sistema que o sustenta, mas a verdade é que até metade do livro tenho consciência que houve situações que não percebi totalmente por falta de conhecimento profundo desse mesmo sistema (e quando falo em sistema falo em espaço, magia, raças, política, etc...)
No entanto, enquanto a história avança, começamos não só a perceber como tudo funciona, mas também percebemos pequenos detalhes que tinham ficado na minha mente para "futura compreensão", e quanto mais avançava mais admirava o mundo de Bishop. A verdade é que se trata de algo diferente de tudo o resto que li, e como tal fiquei agarrado, pois rapidamente se notou qualidade neste início de saga.

Desde cedo percebi duas coisas: primeiro este livro não tem nada da fantasia mais "típica" e como tal, aplaudo a autora por trazer algo de novo; em segundo trata-se de um livro negro. Quando digo negro não digo visualmente forte, digo negro, pois toda a sua história se passa num mundo sombrio, tanto em personagens e locais, como em interesses. Algo que também ajuda a essa imagem de darkfantasy é a própria escrita da autora: mantendo sempre o suspense, raramente nos dá toda a informação, de forma a não percebermos totalmente o que se passa, quer seja durante descrições ou diálogos. Tal facto levou-me a por vezes sentir que a noção que tinha dos acontecimentos vinham dos sentimentos das personagens e menos de tudo o resto. O resultado desta escrita foi que me aproximei rapidamente das personagens e isso ajudou bastante, mas por outro (...)

Para seguir no Blogue Ler y Criticar.

publicado por saidaemergencia às 16:10

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