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Dez 11

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Há algo que sempre me fez impressão neste país. Os bons escritores são aqueles que são publicitados, estão em tops e toda a gente lê por causa disso. Ou então são aqueles que dão reconhecimento ao nosso país mas só se lembraram deles passado um número de anos da sua morte. Ou então basta um prémio para os adorarem. Não quero com isto dizer que alguns não são bons escritores porque são mas essa é a minoria.

Há bons livros e maus livros tanto aqui como em qualquer outro lado e como portuguesa, leitora, estudante, cidadã é sempre com orgulho que quando leio um livro em português bom, realmente bom me sinta muito satisfeita. Principalmente quando esse livro sai dos cânones típicos da literatura que se escreve em Portugal. Principalmente quando é revolucionário para a sua época, quando combateu preconceitos e varreu do ombro os queixumes que se fizeram ouvir por aqueles que não sabem do que se fala nem se trata. E, acima de tudo, porque afinal, até somos inovadores mas há quem se esqueça disso.

Este livro é isso e muito mais. Para quem não sabe, O Sangue e o Fogo é constituído por três peças escritas por António de Macedo, como indica o título original do livro, é uma trilogia cénica, e foram idealizadas em alturas diferentes da sua vida, com objectivos diferentes. A última a ser escrita, foi-o em 1988, se não me falha a memória.

Para os leitores do Portugal de hoje, se calhar não o vão achar tão original mas é exactamente para não terem tais ideias, antes da sua leitura não podem deixar de ler o prefácio que o autor nos apresenta. É aí que a vossa mente é esvaziada e preparada para o que vão ler a seguir. Foi aí, ao conhecer a história das histórias, as razões e momentos que fazem delas mais do que histórias que o meu entusiasmo cresceu. Porque muitas vezes esquecemo-nos disso.

O meu maior medo quanto a este livro foi que ele fosse muito (...)

Para seguir no blogue Chaise Longue.

publicado por saidaemergencia às 17:31

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