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Dez 11

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Foi com muita expectativa e curiosidade que aguardei o lançamento deste primeiro volume da trilogia de David A. Durham ao longo do ano. Afinal, a crítica compara-o a grandes autores do Fantástico como George R. R. Martin e considera-o «a grande revelação dos últimos anos na Fantasia». Como se esta já não fosse uma boa razão para não ficar indiferente à chegada de Acácia às nossas livrarias, a sua sinopse deixou-me, literalmente com "água na boca". Uma promessa de Impérios, batalhas, intrigas e de profecias, bastou para que a minha "alma épica" não pudesse resistir ao "chamamento" deste livro.

A primeira coisa que me prendeu logo desde o início é as parecenças de Acácia com os Impérios da nossa História. Nota-se em cada pormenor da concepção deste mundo as influências dos Grandes Impérios do nosso passado em termos culturais, sociais ou bélicos, o que fez com que me identificasse de imediato com a estrutura da história e me adaptasse às mudanças que vão ocorrendo ao longo da trama. Como estudante de História e fã de literatura fantástica, esta junção entre uma e a outra de uma forma tão intrínseca deixou-me maravilhada pois é raro tais matérias serem tão bem aproveitadas e adaptadas a novas realidades.
Durham apresenta-nos ainda problemas actuais como a droga e o (eterno) tráfico humano que são a base da economia acaciana e o seu maior segredo pois ligado a ele está uma Liga que controla até a casa real, esteja ela do lado de quem estiver. Não vós faz lembrar nada? Numa base de sociedade antiga, o escritor consegue agregar os sistemas económicos e os problemas de actualidade, criando um Mundo Conhecido que nos traz lembranças do nosso próprio mundo.

Mas uma das maiores características é, sem dúvida, a multiplicidade de povos que povoa este Mundo Conhecido. Com influências variadas, estes povos apresentam uma complexidade de culturas, etnias, religiões e língua, trazendo um brilho diferente a (...)

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publicado por saidaemergencia às 17:25

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