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Ago 11

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Primeiro que tudo devo dizer que já li O Senhor dos Anéis mas ainda só li os 3 primeiros livros da saga Game of Thrones (os 6 livros da edição portuguesa) e como tal farei este texto com base no que li até agora.

Foram várias as pessoas que nos últimos tempos me perguntaram: É a saga Guerra de Tronos (GOT) melhor do que O Senhor dos Anéis (LOTR)? Qual é o melhor livro da fantasia? Eu não darei a resposta, mas deixarei aqui aquelas que serão para mim as principais diferenças.
Primeiro deixem-me explicar porque não irei responder a essa pergunta e porque é que nunca o fiz de forma objectiva... porque para mim uma saga é um todo, e GOT ainda não acabou. Quando Martin acabar de escrever a sua saga então eu terei a minha opinião bem definida, até lá não o farei.
Em segundo lugar existe o problema de comparar duas sagas que pouco, ou quase nada têm em comum. Primeiro temos LOTR, escrito na fase da Segunda Guerra Mundial, numa altura em que ninguém lia fantasia e quando criar uma história onde árvores falavam e andavam era no mínimo impensável. GOT por seu lado é escrito numa altura em que a fantasia cresceu, é aceite pelo público e muito graças a LOTR. Outro ponto onde diferem é sobre a base da história, o que a faz ser única. LOTR é uma história sobre a guerra entre o bem e o mal, mas o que a torna única é o mundo, o Universo que Tolkien criou, que revolucionou toda a fantasia e que até hoje nunca ninguém conseguiu chegar perto. Neste ponto, a minha opinião é que Martin está muito longe de atingir a quase perfeição do mundo que Tolkien inventou.
Mas GOT não tem como base um mundo, mas sim as suas personagens, credíveis, humanas, quase sem percebermos de que lado estão a jogar. E aqui, nas personagens, Martin vence Tolkien.
O terceiro ponto onde estas duas sagas diferem (...)

Para seguir no blogue Ler y Criticar.

publicado por saidaemergencia às 10:03

comentário:
Este é um tema interessante e certamente dos mais falados do momento. Os parabéns por este artigo, está muito bom, com uma excelente estrutura e bem definido. É a meu ver um óptimo artigo para a vossa revista bang, pois muitos leitores se perguntam o mesmo e muitos quererão dar a sua opinião no futuro. Eu já procurei por várias opiniões e esta é de longe a mais capaz de explicar as diferenças enquanto consegue elevar o interesse que ganhamos pelos dois livros, pois em vez de dar uma resposta à pergunta, prefere enaltecer as duas obras e nós decidimos.
Realmente muito bom, gostei bastante. Continuem com o bom trabalho.
António a 13 de Setembro de 2011 às 19:58

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