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Jun 11

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Dizem que o Espinho de Camorr só rouba aos ricos, que é um homem invencível, que tem capacidades inexplicáveis. Mas não é bem assim. Na verdade, detrás do mito esconde-se Locke Lamora, de constituição franzina, lutador menos que mediano... mas com uma mente capaz de idealizar os mais intrincados esquemas. O problema é que, em plena concretização de um plano capaz de conquistar aos Cavalheiros Bastardos uma fortuna considerável, há uma figura que surge e os poderes que controla irão modificar a tranquilidade de Camorr e os planos de acção dos Cavalheiros Bastardos.

Algo que chama a atenção desde as primeiras páginas do livro é o sentido de humor do autor. Aplicado nos momentos certos, com ideias simplesmente deliciosas, este é um dos primeiros aspectos a tornar cativante esta leitura. Mas, evidentemente, não é o único. Desde a construção do cenário, às invulgares regras de Camorr, a toda a hierarquia estabelecida para as Pessoas Certas, o autor constrói todo um mundo de cenários cativantes e com um sistema fascinante. Além disso, a forma como o inesperado se intromete no caminho dos "heróis" desta narrativa (se heróis se lhes pode chamar) cria para com eles um nível de empatia que cresce à medida que as dificuldades se agravam e que permite que o final tenha um impacto ainda maior devido à "preocupação" que se desenvolveu para com cada personagem.

Ao recuar no tempo consoante as necessidades da narrativa, há também todo um mistério que é criado em volta de Locke e de como se veio a tornar na figura actual. E, se estas oscilações temporais exigem um pouco mais de concentração numa fase mais inicial dos acontecimentos, cedo se tornam um novo foco de interesse já que há (...)

Para seguir no blogue As Leituras do Corvo.

publicado por saidaemergencia às 12:18

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