09
Nov 09

Não sou americano, não sou negro, não sou do partido democrata. Mas quando, há um ano atrás, vi o discurso de vitória de Barack Obama, vieram-me lágrimas aos olhos (curiosamente a nossa política apenas me dá bocejos e nojo). Talvez tenha sido o efeito pós-Bush: depois de oito anos de alarvidades, ignorância, despotismo, mentiras, corrupção e incompetência, tudo seria bem vindo. Mas um presidente negro, num país onde há 40 anos os negros eram cidadãos de segunda, essa é que eu não estava à espera. A dimensão da vitória de Obama é de arrepiar a pele, o seu simbolismo é quase sagrado e, mais uma vez, a realidade deu baile à ficção.

Como milhões de outras pessoas, também eu, apesar dos avisos, terei caído um pouco na armadilha do Messias. Num ano, Obama restauraria todos os males que a política de Bush trouxe ao mundo (e outros mais antigos). E, pelo meio, também resolveria a crise económica enquanto pendurava o Nobel na parede. Infelizmente Barack é apenas humano como nós. Acredito que muito está a ser feito pela América e pelo mundo. Vamos dar-lhe tempo, pois ele deu-nos o mais importante: esperança.

Luis CR [editor]

publicado por saidaemergencia às 17:20

CorretorEmoji

Notificações de respostas serão enviadas por e-mail.


Novidades