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Nov 09

A frase não é minha. É um dos cartazes que circula nos protestos dos ativistas. (a qual subscrevo 100%)

Está para chegar a Cimeira de Copenhaga. Mas a um mês de distância já temos muita gente a preparar terreno para dizer um NÃO redondo – ou então um não diplomata e volteado com contornos de moralista – que partirá sobretudo de uma das mais poderosas e poluentes nações de todo o mundo.

É verdade, os Estados Unidos da América já preparam terreno para poder dizer não a um acordo que seja ambicioso ou útil. O enormíssimo Barak Obama (Prémio Nobel da Paz), já se justifica com a reforma que anda a fazer na saúde. (esse é outro tema digno de um artigo)

Ao que parece, esse esforço não permitirá que se concentre nesta pequena demanda que é tentar travar o homem na destruição do planeta que o criou. Há outras prioridades. Ao que parece as sondagens indicam que o tema do ambiente já não está tão na moda nos EUA.

Mas Barak Obama (que não é tão popular nos EUA como se acredita deste lado do Oceano) não é o único. Tem vindo a ficar claro em Barcelona, que não há sequer um plano desenhado para aquilo que são os objetivos dos países industrializados que querem MESMO reduzir as suas emissões.

Desde o protocolo de Quioto, pouca coisa foi feita, e esta falta de vontade dos países ricos só frustra os pobres, fazendo-os acreditar (e a mim) que isto de protocolos é só uma forma de ficar bem na fotografia.

Lançando um olhar sobre estas coisas, conseguimos compreender melhor que o interesse de cada um será sempre superior a um interesse coletivo. Não há uma liderança política e o ambiente é, neste momento, uma batata quente em que ninguém quer pegar. O ambiente interessa a todos mas objetivamente não interessa a ninguém. Na verdade, provavelmente é tarde demais para travar o aquecimento global. E provavelmente, a Cimeira de Copenhaga será mais um encontro recheado de beijinhos, apertos de mão, e perda de tempo.

Provavelmente cada um vai lá para defender o porquê de não fazer nada. E provavelmente, feitas as contas, depois de se voltarem todos a despedir e entrarem nos seus jatos poluentes para regressar a casa (e de apertarem todos as mãos novamente) tudo estará na mesma com a única diferença que estará agendada uma nova cimeira (quem sabe a Cimeira de Lisboa!) onde “aí é que vai ser a sério”.

Talvez daqui a 4 anos.

António VP [editor]

 

publicado por saidaemergencia às 15:05

comentário:
Dou-lhe razão nas palavras, mas a situação do Planeta não é assim tão desesperada quanto os ativistas e muitas vezes os media querem transmitir. Obviamente que também não se pode continuar por aí a emitir gases poluentes, mas a situação também não é assim tão grave.
Sveco a 26 de Janeiro de 2010 às 00:11

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