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Dez 10



Como construir um universo que não desabe quarenta e oito anos depois

Se imaginarmos a Literatura como uma metrópole gigantesca, com os seus guetos, subúrbios e condomínios fechados, será difícil identificar exemplos genuínos de mobilidade social. De vez em quando, um habitante das favelas é cautelosamente recebido entre companhia civilizada - quer por mérito próprio (como Raymond Chandler ou Elmore Leonard), quer pelo equivalente a uma raspadinha (como John Le Carré); o seu progresso será depois monitorizado com atenção, e, nos casos em que um erro é detectado (ver, por exemplo, Martin Amis vs. Thomas Harris ou Harold Bloom vs. Stephen King), assiste-se a uma pequena reacção de pânico e a um reforço imediato do policiamento. Esta tem sido a norma, e a norma tem resistido (...)

Para seguir no Ípsilon.

publicado por saidaemergencia às 15:28

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