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Jun 13

"Demorei-me a olhar fixamente para o navio. Profusamente iluminado, o barco aguardava fundeado no Tejo. Embora estivesse em Lisboa há já uma semana, ainda não me habituara à sua iluminação exuberante. Nos países por onde anteriormente passara, à noite as cidades jaziam escuras como minas de carvão, e um lanterna nas trevas era mais temível do que a peste na Idade Média. Eu vinha da Europa do século vinte." E assim começa este relato tão metafórico como esta introdução, tão negro como a noite ou prolongado como a espera, o desalento, a fome ou a perseguição ou uma noite em constante sobressalto, fosse da insónia, do medo, da ameaça... da incerteza de uma viagem rumo ao futuro, mais incerto ainda.

 

«Uma noite em Lisboa» são várias noites, dentro de uma noite, horas sem fim, num fim que se anuncia próximo, desumano e doloroso. De Lisboa a Nova Iorque, o sonho esperançoso e a promessa de futuro. É encontrar em Portugal a ponte para a América. Da Alemanha a Paris, uma vida a ficar curta, mais curta ainda pela perseguição, fosse da Guerra, fosse da (...)

Para seguir no blogue Efeito dos Livros

 

publicado por saidaemergencia às 17:19

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